Retalhos e Devaneios

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quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Extremos....

Existem situações tão extremas que passamos, 
buracos tão profundos que adentramos, 
sujeições tão abusivas que vivenciamos. 
Que ao gritar: NÃO! 
Em alto e bom som, 
pensamos. 
Como pude suportar tanto? 
Mas vem, de repente um pensamento que diz, 
se tu não chegasse a esse extremo, 
viverias sempre sem saber quem és, 
sem saber que já te sujeitavas a tempo. 
A vida é feita de não. 
Só haverá um sim alegre, depois de um não infeliz. 

domingo, 23 de novembro de 2014

despedir-se


É isso que tu queres? 
Então use...
É isso que desejas?
Então vá, abuse...
Não, não haverá palavra de afeto...
Você não valoriza benevolências..
Contente-se...
Não era isso que querias?
Lambuze-se...
Nem uma palavra!
Lembras que não gostas de diálogos...
Agora é teu momento de regojizar-se...
Não terás palavras, não terás lamentos, não terás calento. 
Era isso que querias, não é mesmo?
Despedir-se é também despir-se. 

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Podes me dar migalhas, 
podes roubar meu tempo, 
podes despojar-me de minha juventude, 
pode acabar com minha esperança, 
pode subjugar-me, 
pode escravizar-me, 
pode calar minha boca, 
pode acabar com minha esperança, 
mas jamais terá minha rendição, 
não entrego meu ar, 
vivo nos ideais,
tortura-me, mate-me lentamente, 
meu corpo morrerá, meu ideal é eterno. 
meu ideal não se compra, não se mata, não se destrói, não se controla. 
Essa sede é insaciável.  

domingo, 16 de novembro de 2014

Apaixonados.

Dizem que os apaixonados são cegos. 
MENTIRA! 
Os apaixonados é que sabem enxergar. 
A beleza é sempre vista pelos olhos dos apaixonados. 
Os apaixonados veem sem desqualificar, sem justificar, 
Apaixonados veem melhor, 
Quero olhos eternamente apaixonados.  

domingo, 19 de outubro de 2014

eus teus

Ismael Nery
Há um eu carente...
aquele que deseja o braço, o abraço, 
o aconchego no teu peito, 
assim como teu respeito. 

Há um eu ardente...
aquele que deseja teu corpo, teu cuspe, teu suor, 
teu desejo torpe e sem pudor, 
tua boca, teu beijo, 
tua porra quente,
teu pau inchado e enfiado, 

Há um eu que quer compromisso...
a aliança do amor e da lealdade,
sem leis e nem padres, 
conexos pela vontade. 

domingo, 13 de julho de 2014

JULGAMENTO!

Julguei o vizinho: Olha o que ele fez? 
Julguei a sobrinha: Como age mal? 
Julguei o pai do Joãozinho: Não sabe por limites. 
Julguei o choro da fulaninha: Mas como chora por bobagens? Nem sabe o que é dor de verdade!
Julguei o trabalho do colega: Mas que bela porcaria, podendo fazer algo tão melhor!
Julguei a pergunta do guri: Mas que burrice!
Julguei o comportamento daquela mulher: P....! Sem vergonha!
Julguei o mendigo que pedia esmola: Aposto que é pra beber!
Julguei o assaltante: Lincha! Podia estar trabalhando!
Julguei a falta do outro: Doente de novo? 
Julgo, julguei, julgarei.... mas e agora? 
Estou sentada no tribunal pelo que fiz, pelo que agi, pelo que deseduquei, pelo meu choro, pela porcaria que ofereci, por minha ignorância, pelo meu comportamento, por minha fuga, por minha necessidade, por minha doença... E agora? Não podem me julgar! É injusto!!!!! Entendam o meu lado, por favor?!

segunda-feira, 23 de junho de 2014

incoerências.

De onde vem nossa capacidade de medir o sentimento e dor dos outros?
De onde vem nossa soberba capaz de julgar o comportamento alheio? 
De onde vem nossa incapacidade de sensibilizarmo-nos com as dificuldades do semelhante?
De onde vem essa visão de que o outro é só um outro, que nos é alheio e nada semelhante?
Até cairmos no mesmo abismo, dando de cara com aquilo que ignoramos duramente e que agora não pertence ao outro, ele já nos é, e agora entendemos, não o outro, mas a nós. 

domingo, 22 de junho de 2014

FIM!

Não sofro pelo o que tu fizeste, mas pelo que deixaste de fazer. 
Não pelo que tu disseste, mas pelo que deixaste de dizer.
Não pelo que nós perdemos, mas pelo que deixamos de ganhar. 
Não pelo que nós choramos, mas pelo que deixamos de sorrir. 
Não pelo fim, mas pelo infinito que deixamos de acreditar. 


domingo, 15 de junho de 2014

devaneio, que faz tempo....

"Roda mundo, roda-gigante
Rodamoinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração"

Chico Buarque do meu coração 




domingo, 13 de abril de 2014

domingo, 9 de março de 2014

bem estranho

O estranho, estranha
estranhados ficamos com o estranho, 
mas o estranho também encanta estranhamente, 
o encanto do estranho, é bem estranho!
E já não sabemos se estranhamos o estranho
ou nosso encantamento com a estranheza do estranho!

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

o tempoooo.....

Dizem que o tempo cura todas as feridas, que com ele tudo se vai.... é verdade ele leva, mas esqueceram que ele também trás.... Minha última postagem foi dia 28 de julho, exatamente o dia em que escrevi que ainda existia vida, é verdade, foi um marco, a partir de julho, depois de três dias inteiros de frio intenso na cama, comecei a ter uma certa melhora. Certa melhora, sejamos sinceros, esse tempo de que falamos é bastante lento, tem vida e vontade própria. Mas foi a partir daquela data que realmente aceitei que sim eu estava em depressão, e que sim eu não ia mais resistir, ela que viesse, também me consolei de que não adiantava muito lamentar, tudo que tinha me feito sofrer era um fato real, não tinha como voltar e fazer diferente e comecei a viver um dia de cada vez. Como uma dependente química em desintoxicação, fui vivendo o presente, um diazinho por vez, e assim foi indo 2013; perdi a vontade de criar qualquer coisa, de ler, de escrever, e não entrei mais nem no blog. Só queria resgatar minha capacidade de respirar novamente. Seis meses se passaram, estou de volta, não plenamente bem e satisfeita, mas muito mais tranquila, mais em paz, com vontade de viver, eu estou viva! Estou de volta!