Retalhos e Devaneios

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quarta-feira, 24 de julho de 2013

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Diálogo na terapia:
- Então, tu disse que era para eu fechar as portas, ta aí, fechei todas. Que me diz agora?
- Agora fecha todas as janelas.
- Aff vida do inferno.
Depressão: doença filha da puta, que não se acredita que vá acontecer contigo até que ela chega com tudo. 

terça-feira, 16 de julho de 2013

Desabafo!

Cansei dessa gente hipócrita!
Cansei dos teus discursos sobre justiça e das tuas práticas injustas!
Cansei da minha bondade inocente!
Cansei de acreditar nesse mundo descrente!
Cansei de tentar, que se exploda!
Cansei do teu dialeto revolucionário e da tua prática reaça!
Cansei da tua frieza e desse inverno!
Cansei de mim, de ti e de todo o mundo!
Cansei dos teus rótulos não ditos!
Cansei dessas congregações moralistas e das tuas mãos postas!
Cansei da tua imagem de bonzinho e do teu coração de pedra!
Cansei das artimanhas, dos joguinhos e das máscaras!
Cansei das comparações arbitrárias!
Cansei dos teus métodos sórdidos e da escrita correta, 
Cansei da tua fala mansa, dos pontos no lugar certo e da cara de espanto ao velho e bom português!
Cansei de tentar ser boa gente, aos maus que pertenço!
Cansei da tua sensatez, da tua estupidez!
Cansei das listrinhas e das pilhas de roupas bem dobradas!
Cansei da tua imagem politicamente correta e das tuas atitudes incorretas!
Cansei da tua compreensão incompreensível!
Cansei desse sol que não esquenta, da chuva que não molha e desse fogo que não me esquenta!
Cansei de sentir o sal que não é do mar, mas que vive marejado, 
Cansei da espera do inesperado!
Cansei de esperar por algo surpreendente, a surpresa é sempre fatídica!
Cansei dos hábitos polidos, da palavra pensada, da atitude cautelosa!
Cansei do homem que não é humano, do humano que pensa que não é bicho, do bicho que pensa ser humano. 
Cansei das regras estúpidas e da falta de coerência!
Cansei do teu respeito desrespeitoso!
Cansei, cansei e já to indo com meu cansaço! Afinal, já cansei de ficar aqui...

sábado, 13 de julho de 2013

devaneando.

Estou do lado dos que lutam, dos que trabalham, dos que sonham, dos que tem fome, dos loucos apaixonados, dos que vivem sem medo de sofrer e por isso sofrem mais. Estou do lado dos indignados, dos que tentam e erram e começam novamente. Estou do lado dos que dançam, dos que beijam, dos que se decepcionam, dos que não desistem. Estou do lado dos que resistem, justamente porque querem a mudança, dos que gritam, dos que cantam e dos inconformados. Estou do lado dos incompreendidos e dos que sempre acreditam que hoje será diferente e amanhã muito melhor!

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Meu lugar ao sol. Onde?

O fato é que não encontrei meu lugar no mundo, não sou daqui, não sei onde é meu lugar. 
Essa cidade não tem nada a ver comigo, caminho na rua e sinto-me uma estrangeira. 
Minha família amo muito do fundo do meu coração, daria minha vida por eles e lhes sou grata a minha vida, mas a verdade é que sou o patinho feio no meio dos cisnes.
Meu trabalho, paixão total, adoro meu local de trabalho, meus queridos alunos que amo, mas convenhamos sou a estranha do ninho, não me encaixo na linha pedagógico, sinto-me completamente diferente dos demais. 
Minhas relações amorosas dão errado, talvez porque a diferença seja sempre gritante, basta um tempo de convivência para eu perceber que é eu que não me encaixo. 
Já tentei muita coisa, fiz teatro porque pensava que lá sim encontraria pessoas próximas de mim, mas bastava as pessoas saírem do seu papel, que logo percebia que não condizia, o que me atraia era a encenação delas, não o real. 
Fui fazer cursos em museus de arte, pensava que lá encontraria meu lugar, que decepção, encontrei foi uma burguesia que finge ter bom gosto. 
Não estou dizendo que sou melhor ou pior que ninguém, nem que sou altamente diferente dos demais, mas está claro que não encontrei meu lugar no mundo ainda. Talvez tenha dado um erro na hora de eu nascer, um erro cronológico e geográfico. Nasci na época e no lugar errado. Onde é meu lugar? Sinto-me sozinha aqui!

domingo, 7 de julho de 2013

Janelas


Queria uma janela que se abrisse para um mundo diferente, que houvesse flores e risos de criança, em que a primeira vista fosse o verde das árvores e não a fumaça preta dos ônibus. Queria uma janela que se abrisse para um mundo diferente onde o amor fosse incondicional, em que as pessoas não temessem umas as outras, que se deixassem amar e respeitar e o único medo fosse o de nada temer. Queria uma janela de várias cores, que combinasse com o brilho do sol e com o arco-íris de depois da chuva. Queria uma janela que abrisse para um mundo de igualdade, em que ñ houvesse uma mais cara que a outra, nem mais imponente, em que só mudassem as texturas e tons, mas que quem a ela abrisse, a serenidade fosse a mesma. É eu queria tanto uma janela.

sábado, 6 de julho de 2013

Aceitar

Queria ter ido ver as amigas, mas não consegui levantar,
Queria ter ido amar, mas não há quem receba esse amor,
Queria ter lido, mas sem concentração para assimilar,
Queria ter arrumado a casa, mas desarrumada combina melhor com o momento,
Queria estar cheia de vida, mas é momento de luto,
Aí aceitei, lembrei que em tempo de poda não existem flores, não existe verde, só galhos secos,
Aí aceitei porque mesmo nos galhos secos há vida, há seiva, há alimento.
E depois vem a primavera, é preciso deixar-se podar.

quarta-feira, 3 de julho de 2013

lágrima

hoje eu tive que chorar... 
porque tocou a música do Pink Floyd, 
hoje eu tive que chorar...
porque fiquei olhando tua foto...
hoje eu tive que chorar... 
porque dei o primeiro passo sozinha, e mesmo sabendo que consegui, doeu muito, 
hoje eu tive que chorar...
porque é o momento de aceitar, e aceitar dói muito,
hoje eu tive que chorar...
porque não deu para para segurar.