Retalhos e Devaneios

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sexta-feira, 28 de junho de 2013

Cada coisa no seu tempo, é o que dizem. 
O tempo cura tudo, é o que dizem. 
Desapegar é o caminho da cura, é o que dizem, 
A solidão é necessária, é o que dizem, 
Quando se está fraco, descobre-se a força, é o que dizem. 
Falta-nos saber se dizem a verdade. 

quarta-feira, 26 de junho de 2013

A febre não passou ainda, mas ela não vai acabar comigo, 
A tosse ainda insiste, mas ela não vai piorar, 
A solidão ainda permanece, mas hoje sei que ela não vai me matar, 
O frio persiste com mais força, mas ele não vai me congelar, 
A rejeição ainda está presente, mas ela não vai vencer a afeição, o orgulho, a vontade, 
A dor ainda existe, mas o amor também, 
Amanhã, talvez, esteja só começando....

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Minhas percepções sobre os movimentos Brasil a fora.


Já dizia Belquior “...ainda somos os mesmos e vivemos como nossos pais!”. Ei vc aí, pra quê serve o teu passado? Não é para aprender com ele? Então precisamos relembrar muito do passado, para quê minimamente entenda-se o presente.
Sobre as manifestações, acompanhei-as desde o início aqui em Porto Alegre, aliás, engana-se quem diz que o Brasil Acordou! Acordou os desentendidos, os atuantes estavam sempre lá e a grande maioria passava os xingando por atrapalhar o trânsito, ‘vagabundos que não tem o que fazer’ era o seu nome. Bom, quero dizer que aqueles dos quais o ideal sempre foi igualdade, justiça social já estão na rua desde sempre, lá estavam eles implorando por um piso salarial, exigindo reforma agrária, defendendo o direito de ser indígena, de entrar na faculdade, de ter acesso a educação pública. Esses mesmos que iniciaram os movimentos contra o aumento de passagem em Porto Alegre, e conseguiram empolgar um número enorme de jovens, talvez dos jovens que não agüentaram ver as árvores do gasômetro cortadas em um só noite, os mesmos que, nas últimas eleições não votaram em nenhum candidato para prefeitura de Porto Alegre, porque não se sentiram representados, e sem nenhuma representação, assumiram seu papel de autogestão. Não nos representam porque não nos escutam, agora vamos gritar em coro para nos fazermos ouvir. Sim conseguiram baixar o preço das passagens em Porto Alegre, é histórico, não há como negar. E na era das redes sociais não mais se ficou restrito a dois segundos de imagens de violência na rede globo. Foi a vez das redes ao lado dos manifestantes. As pessoas incomodadas foram às ruas, e lá discutiam políticas públicas, projetos absurdos, enfim. Outras cidades seguiram a linha, muitas cidades ousaram o movimento.  E eis que as massas foram atingidas.
                Movimentos são sempre maravilhosos, é a auto-reapresentação é a movimentação, sim estavam descontentes, era o transporte público visando o lucro de empresas, são as privatizações, inclusive de espaços públicos, são projetos desrespeitosos de higienização e massacre das populações pobres para a copa. Pinheirinhos! Museu do Índio! Tantos fatos, tantas dores. O movimento é legítimo, como dizia Rosa Luxemburgo "Quem não se movimenta, não sente as correntes que o prendem", e ao se movimentar, muitas pautas surgiram, muitos itens a clamar e reivindicar.   Porém o movimento atinge as massas, uns por convicção, por acreditar na luta do povo, no direito de voz, outros por cansaço aderiram, por vontade de pertença mesmo, alguns porque é muito Cult participar de manifestações, parecem ser mais inteligentes e ligados, outros porque é simplesmente massa cega, lá vão eles eu também vou, mas aí veio o pior, os interesseiros. Se não dá pra ir contra eles, vamos juntos com eles. Sim a velha história, a direita apropriando-se das lutas legítimas. E eis que surge o perigo maior.
O movimento se descaracteriza, porque é engolido pela massa despolitizada, a massa despolitizada é fácil de virar massa de manobra, é fácil de ser engolida pelo fetiche da direita. Vamos cantar o hino, sejamos ultranacionalistas, tirem os partidos daqui, vistamos a mesma roupa, gritemos o mesmo hino de guerra, usemos narizinho de palhaço e esqueça as questões igualitárias o tema será, será? Teria que ser algo amplo, voltado contra o governo vigente, aliás contra Dilma, será então: anticorrupção! Ei???? Para tudo! Corrupção? De quem? Como? Que pauta é essa? De onde vem a corrupção? Quem está no governo? Quem toma as decisões? Massa despolitizada não sabe disso, vê apenas uma figura, aprendeu que Vargas deu ao povo a CLT, aprendeu que JK fez sozinho Brasília, e pior que na Ditadura não havia violência. A falta de participação aos movimentos sociais e aos partidos leva o povo a odiar organizações. Não, não são anarquistas, anarquistas são apartidários, não vestem roupinhas iguais e não cantam hino porque não admitem poder um sobre o outro, não são nacionalistas. Quem manda baixar bandeiras são os velhos fantasmas de sempre, os fascistas. Sim a tv mostra só a violência, sabe porque? Porque conhece muito bem a fórmula, a fórmula é tão antiga quanto o próprio fascismo. Instaura-se o caos, desenvolve-se o medo, gritam que o “terrorismo” está a solta, antes eram os comunistas, agora os vândalos. Ao mesmo tempo, só mostram violência e quebra-quebra, usam constantemente as palavras “povo ordeiro”, “manifestação pacífica”. E agora o caos, ‘quem poderá nos ajudar?’. Após incentivar o caos lançam o salvador nacionalista, o herói do povo, que juntamente com os valores morais, o exército e os anti-partidários (aquela massa de manobra) a solução será dada. A solução será instaurar a ordem. Contra os arruaceiros.

Não, não vamos cair na mesma armadilha. Não, não é contra a Dilma, ela foi eleita democraticamente! Não, não deveria ser uma luta de uma classe média que vai para rua bem vestida, com narizinho de palhaço. Se o foco está mudando, mudemos nós. Também se dizer politizado e reclamar da grande massa, nada adianta, o que fazes para politizar teu país? Passemos a rediscutir. Não vamos participar só por ir. Dizer não ter partido e impedir partidos de participar é porque o teu partido é o fascismo. Se é hora de sair para reelaborar que seja. Acordar o gigante é acordar para a história! Não repitamos os velhos erros. 

segunda-feira, 10 de junho de 2013

domingo, 9 de junho de 2013

Nunca até então o nome desse blog fez tanto sentido, retalhos de um coração, despedaçado, fraturado, costurado, rasgado, retalhos... devaneios de uma mente perdida, inquieta, incansável, e cansável, devaneios sem fim... que confusão, a única certeza é a que não tenho certeza de absolutamente nada. 
A maior dor é sempre a dor de amor, ou da falta de amor. 

terça-feira, 4 de junho de 2013

segunda-feira, 3 de junho de 2013