Retalhos e Devaneios

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domingo, 14 de abril de 2013

sem ter para onde fugir

A Terra gira, o tempo passa e chega aquele momento que não há mais para onde fugir. A vida nos obrigou a ficar apenas conosco, sem ter para onde fugir, sem ter para onde correr, sem ter a quem recorrer. Percebe-se então que o maior medo até agora era esse, encarar-se, ter-se, aguentar-se, mergulhar-se, chocar-se e desnudar-se. Por que tanto medo de nós mesmos? De onde sai tanta dor sem nome, sem sobrenome, sem causa, sem razão, sem sentido algum? Tanta fuga achando que o que nos amedrontava era os outros, e quanta fragilidade ao perceber-se como o maior carrasco, o mais tirano e mais inocente. Não nos conhecemos, e apenas uma certeza, não tem como fugir, nem para onde ir, o encontro é sempre o mesmo. 

2 comentários:

  1. Pior do que não ter como fugir é ter mas não para onde.
    GK

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  2. Oi, concordo com o Gugu, isso pode ser pior. :/


    Ah, estou passando pra avisar que tem sorteio de livros lá no blog, participe: Sorteio Entre Amigas .

    beijos :)

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