Retalhos e Devaneios

Retalhos e Devaneios

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quarta-feira, 24 de julho de 2013

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Diálogo na terapia:
- Então, tu disse que era para eu fechar as portas, ta aí, fechei todas. Que me diz agora?
- Agora fecha todas as janelas.
- Aff vida do inferno.
Depressão: doença filha da puta, que não se acredita que vá acontecer contigo até que ela chega com tudo. 

terça-feira, 16 de julho de 2013

Desabafo!

Cansei dessa gente hipócrita!
Cansei dos teus discursos sobre justiça e das tuas práticas injustas!
Cansei da minha bondade inocente!
Cansei de acreditar nesse mundo descrente!
Cansei de tentar, que se exploda!
Cansei do teu dialeto revolucionário e da tua prática reaça!
Cansei da tua frieza e desse inverno!
Cansei de mim, de ti e de todo o mundo!
Cansei dos teus rótulos não ditos!
Cansei dessas congregações moralistas e das tuas mãos postas!
Cansei da tua imagem de bonzinho e do teu coração de pedra!
Cansei das artimanhas, dos joguinhos e das máscaras!
Cansei das comparações arbitrárias!
Cansei dos teus métodos sórdidos e da escrita correta, 
Cansei da tua fala mansa, dos pontos no lugar certo e da cara de espanto ao velho e bom português!
Cansei de tentar ser boa gente, aos maus que pertenço!
Cansei da tua sensatez, da tua estupidez!
Cansei das listrinhas e das pilhas de roupas bem dobradas!
Cansei da tua imagem politicamente correta e das tuas atitudes incorretas!
Cansei da tua compreensão incompreensível!
Cansei desse sol que não esquenta, da chuva que não molha e desse fogo que não me esquenta!
Cansei de sentir o sal que não é do mar, mas que vive marejado, 
Cansei da espera do inesperado!
Cansei de esperar por algo surpreendente, a surpresa é sempre fatídica!
Cansei dos hábitos polidos, da palavra pensada, da atitude cautelosa!
Cansei do homem que não é humano, do humano que pensa que não é bicho, do bicho que pensa ser humano. 
Cansei das regras estúpidas e da falta de coerência!
Cansei do teu respeito desrespeitoso!
Cansei, cansei e já to indo com meu cansaço! Afinal, já cansei de ficar aqui...

sábado, 13 de julho de 2013

devaneando.

Estou do lado dos que lutam, dos que trabalham, dos que sonham, dos que tem fome, dos loucos apaixonados, dos que vivem sem medo de sofrer e por isso sofrem mais. Estou do lado dos indignados, dos que tentam e erram e começam novamente. Estou do lado dos que dançam, dos que beijam, dos que se decepcionam, dos que não desistem. Estou do lado dos que resistem, justamente porque querem a mudança, dos que gritam, dos que cantam e dos inconformados. Estou do lado dos incompreendidos e dos que sempre acreditam que hoje será diferente e amanhã muito melhor!

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Meu lugar ao sol. Onde?

O fato é que não encontrei meu lugar no mundo, não sou daqui, não sei onde é meu lugar. 
Essa cidade não tem nada a ver comigo, caminho na rua e sinto-me uma estrangeira. 
Minha família amo muito do fundo do meu coração, daria minha vida por eles e lhes sou grata a minha vida, mas a verdade é que sou o patinho feio no meio dos cisnes.
Meu trabalho, paixão total, adoro meu local de trabalho, meus queridos alunos que amo, mas convenhamos sou a estranha do ninho, não me encaixo na linha pedagógico, sinto-me completamente diferente dos demais. 
Minhas relações amorosas dão errado, talvez porque a diferença seja sempre gritante, basta um tempo de convivência para eu perceber que é eu que não me encaixo. 
Já tentei muita coisa, fiz teatro porque pensava que lá sim encontraria pessoas próximas de mim, mas bastava as pessoas saírem do seu papel, que logo percebia que não condizia, o que me atraia era a encenação delas, não o real. 
Fui fazer cursos em museus de arte, pensava que lá encontraria meu lugar, que decepção, encontrei foi uma burguesia que finge ter bom gosto. 
Não estou dizendo que sou melhor ou pior que ninguém, nem que sou altamente diferente dos demais, mas está claro que não encontrei meu lugar no mundo ainda. Talvez tenha dado um erro na hora de eu nascer, um erro cronológico e geográfico. Nasci na época e no lugar errado. Onde é meu lugar? Sinto-me sozinha aqui!

domingo, 7 de julho de 2013

Janelas


Queria uma janela que se abrisse para um mundo diferente, que houvesse flores e risos de criança, em que a primeira vista fosse o verde das árvores e não a fumaça preta dos ônibus. Queria uma janela que se abrisse para um mundo diferente onde o amor fosse incondicional, em que as pessoas não temessem umas as outras, que se deixassem amar e respeitar e o único medo fosse o de nada temer. Queria uma janela de várias cores, que combinasse com o brilho do sol e com o arco-íris de depois da chuva. Queria uma janela que abrisse para um mundo de igualdade, em que ñ houvesse uma mais cara que a outra, nem mais imponente, em que só mudassem as texturas e tons, mas que quem a ela abrisse, a serenidade fosse a mesma. É eu queria tanto uma janela.

sábado, 6 de julho de 2013

Aceitar

Queria ter ido ver as amigas, mas não consegui levantar,
Queria ter ido amar, mas não há quem receba esse amor,
Queria ter lido, mas sem concentração para assimilar,
Queria ter arrumado a casa, mas desarrumada combina melhor com o momento,
Queria estar cheia de vida, mas é momento de luto,
Aí aceitei, lembrei que em tempo de poda não existem flores, não existe verde, só galhos secos,
Aí aceitei porque mesmo nos galhos secos há vida, há seiva, há alimento.
E depois vem a primavera, é preciso deixar-se podar.

quarta-feira, 3 de julho de 2013

lágrima

hoje eu tive que chorar... 
porque tocou a música do Pink Floyd, 
hoje eu tive que chorar...
porque fiquei olhando tua foto...
hoje eu tive que chorar... 
porque dei o primeiro passo sozinha, e mesmo sabendo que consegui, doeu muito, 
hoje eu tive que chorar...
porque é o momento de aceitar, e aceitar dói muito,
hoje eu tive que chorar...
porque não deu para para segurar.

sexta-feira, 28 de junho de 2013

Cada coisa no seu tempo, é o que dizem. 
O tempo cura tudo, é o que dizem. 
Desapegar é o caminho da cura, é o que dizem, 
A solidão é necessária, é o que dizem, 
Quando se está fraco, descobre-se a força, é o que dizem. 
Falta-nos saber se dizem a verdade. 

quarta-feira, 26 de junho de 2013

A febre não passou ainda, mas ela não vai acabar comigo, 
A tosse ainda insiste, mas ela não vai piorar, 
A solidão ainda permanece, mas hoje sei que ela não vai me matar, 
O frio persiste com mais força, mas ele não vai me congelar, 
A rejeição ainda está presente, mas ela não vai vencer a afeição, o orgulho, a vontade, 
A dor ainda existe, mas o amor também, 
Amanhã, talvez, esteja só começando....

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Minhas percepções sobre os movimentos Brasil a fora.


Já dizia Belquior “...ainda somos os mesmos e vivemos como nossos pais!”. Ei vc aí, pra quê serve o teu passado? Não é para aprender com ele? Então precisamos relembrar muito do passado, para quê minimamente entenda-se o presente.
Sobre as manifestações, acompanhei-as desde o início aqui em Porto Alegre, aliás, engana-se quem diz que o Brasil Acordou! Acordou os desentendidos, os atuantes estavam sempre lá e a grande maioria passava os xingando por atrapalhar o trânsito, ‘vagabundos que não tem o que fazer’ era o seu nome. Bom, quero dizer que aqueles dos quais o ideal sempre foi igualdade, justiça social já estão na rua desde sempre, lá estavam eles implorando por um piso salarial, exigindo reforma agrária, defendendo o direito de ser indígena, de entrar na faculdade, de ter acesso a educação pública. Esses mesmos que iniciaram os movimentos contra o aumento de passagem em Porto Alegre, e conseguiram empolgar um número enorme de jovens, talvez dos jovens que não agüentaram ver as árvores do gasômetro cortadas em um só noite, os mesmos que, nas últimas eleições não votaram em nenhum candidato para prefeitura de Porto Alegre, porque não se sentiram representados, e sem nenhuma representação, assumiram seu papel de autogestão. Não nos representam porque não nos escutam, agora vamos gritar em coro para nos fazermos ouvir. Sim conseguiram baixar o preço das passagens em Porto Alegre, é histórico, não há como negar. E na era das redes sociais não mais se ficou restrito a dois segundos de imagens de violência na rede globo. Foi a vez das redes ao lado dos manifestantes. As pessoas incomodadas foram às ruas, e lá discutiam políticas públicas, projetos absurdos, enfim. Outras cidades seguiram a linha, muitas cidades ousaram o movimento.  E eis que as massas foram atingidas.
                Movimentos são sempre maravilhosos, é a auto-reapresentação é a movimentação, sim estavam descontentes, era o transporte público visando o lucro de empresas, são as privatizações, inclusive de espaços públicos, são projetos desrespeitosos de higienização e massacre das populações pobres para a copa. Pinheirinhos! Museu do Índio! Tantos fatos, tantas dores. O movimento é legítimo, como dizia Rosa Luxemburgo "Quem não se movimenta, não sente as correntes que o prendem", e ao se movimentar, muitas pautas surgiram, muitos itens a clamar e reivindicar.   Porém o movimento atinge as massas, uns por convicção, por acreditar na luta do povo, no direito de voz, outros por cansaço aderiram, por vontade de pertença mesmo, alguns porque é muito Cult participar de manifestações, parecem ser mais inteligentes e ligados, outros porque é simplesmente massa cega, lá vão eles eu também vou, mas aí veio o pior, os interesseiros. Se não dá pra ir contra eles, vamos juntos com eles. Sim a velha história, a direita apropriando-se das lutas legítimas. E eis que surge o perigo maior.
O movimento se descaracteriza, porque é engolido pela massa despolitizada, a massa despolitizada é fácil de virar massa de manobra, é fácil de ser engolida pelo fetiche da direita. Vamos cantar o hino, sejamos ultranacionalistas, tirem os partidos daqui, vistamos a mesma roupa, gritemos o mesmo hino de guerra, usemos narizinho de palhaço e esqueça as questões igualitárias o tema será, será? Teria que ser algo amplo, voltado contra o governo vigente, aliás contra Dilma, será então: anticorrupção! Ei???? Para tudo! Corrupção? De quem? Como? Que pauta é essa? De onde vem a corrupção? Quem está no governo? Quem toma as decisões? Massa despolitizada não sabe disso, vê apenas uma figura, aprendeu que Vargas deu ao povo a CLT, aprendeu que JK fez sozinho Brasília, e pior que na Ditadura não havia violência. A falta de participação aos movimentos sociais e aos partidos leva o povo a odiar organizações. Não, não são anarquistas, anarquistas são apartidários, não vestem roupinhas iguais e não cantam hino porque não admitem poder um sobre o outro, não são nacionalistas. Quem manda baixar bandeiras são os velhos fantasmas de sempre, os fascistas. Sim a tv mostra só a violência, sabe porque? Porque conhece muito bem a fórmula, a fórmula é tão antiga quanto o próprio fascismo. Instaura-se o caos, desenvolve-se o medo, gritam que o “terrorismo” está a solta, antes eram os comunistas, agora os vândalos. Ao mesmo tempo, só mostram violência e quebra-quebra, usam constantemente as palavras “povo ordeiro”, “manifestação pacífica”. E agora o caos, ‘quem poderá nos ajudar?’. Após incentivar o caos lançam o salvador nacionalista, o herói do povo, que juntamente com os valores morais, o exército e os anti-partidários (aquela massa de manobra) a solução será dada. A solução será instaurar a ordem. Contra os arruaceiros.

Não, não vamos cair na mesma armadilha. Não, não é contra a Dilma, ela foi eleita democraticamente! Não, não deveria ser uma luta de uma classe média que vai para rua bem vestida, com narizinho de palhaço. Se o foco está mudando, mudemos nós. Também se dizer politizado e reclamar da grande massa, nada adianta, o que fazes para politizar teu país? Passemos a rediscutir. Não vamos participar só por ir. Dizer não ter partido e impedir partidos de participar é porque o teu partido é o fascismo. Se é hora de sair para reelaborar que seja. Acordar o gigante é acordar para a história! Não repitamos os velhos erros. 

segunda-feira, 10 de junho de 2013

domingo, 9 de junho de 2013

Nunca até então o nome desse blog fez tanto sentido, retalhos de um coração, despedaçado, fraturado, costurado, rasgado, retalhos... devaneios de uma mente perdida, inquieta, incansável, e cansável, devaneios sem fim... que confusão, a única certeza é a que não tenho certeza de absolutamente nada. 
A maior dor é sempre a dor de amor, ou da falta de amor. 

terça-feira, 4 de junho de 2013

segunda-feira, 3 de junho de 2013

segunda-feira, 27 de maio de 2013

"Diga-me, como vai tua vida?
Tem tido tempo para o café com teu amigo? Tem chorado recentemente? Alguém ofereceu o ombro? Quanto tempo alguém em vez de dizer: Tudo bem? disse-lhe: Como tu estás? Precisa de algo? Diga-me o que fez no fim de semana? E durante a semana? Tu tens dormido bem? A quanto tempo não tem flores nos teus vasos? E cheiro de bolo na tua cozinha? E risadas exaltadas pela casa? Diga-me o trecho do livro que te intrigou? Se conseguiu dizer o que sente. Revelou o que de belo tem dentro de ti, ou guardou para um momento mais oportuno? Conte-me se no final da ligação para tua mãe conseguiu dizer que a amava. Conte-me se quando não aguentava mais, teve a coragem de deixar para amanhã. Percebeu que aquele ao teu lado cortou o cabelo? Diga-me, tinha lugar para sentar hoje na volta do trem? E quanto tempo ficou na br? No que você pensou? O que ouviu? Aliás ainda ouves algo? Preocupa-te em ouvir aquele ao teu lado? Dialogas com o outro, ou fazes longos discursos de si mesmo, para si mesmo? Qual foi a última pergunta que fez para ti mesmo? ........................hunnnnnn...... fica tranquilo(a)..... eu sei, eu sei...... "

domingo, 26 de maio de 2013

Minhas crises são intermináveis, 
Crise pré trinta, 
Crise dos trinta, 
Crise do pós trinta, 
Crise do casamento, 
Crise do fim do casamento, 
Crise da profissão, 
Crise de não aceitação, 
Crise de família, 
Crise financeira, 
Crise de prisão, 
Crise de abandono, 
Crise de asma, 
Crise de cansaço, 
Crise de raiva, 
Crise de choro, 
Crise de estresse, 
Crise de falta de tempo, 
Crise existencial, 
Elas se renovam e se multiplicam. 

sexta-feira, 24 de maio de 2013

quarta-feira, 15 de maio de 2013


Democracia liberal brasileira: A democracia representativa deixa as decisões nas mãos dos representantes eleitos, da influência dos empresários, do FMI, enfim... não participamos das tomadas de decisões, assim vamos aprendendo desde sempre, alguém decide e faz por nós. Mas depois julgam a juventude brasileira de apática, de não atuante e nada participativa. Dificilmente se faz o que nunca se aprendeu, vivenciou, viu ou experimentou. Uma grande farsa!

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Mãe a casa da gente.

Naquela casa sempre tem um chá quente, um café pronto, uma flor no jardim, uma calçada para varrer, um cachorro carente, um cobertor quente, uma comida gostosa, umas conversas altas, umas verdades difíceis, um sorriso fácil, umas lembranças esquecidas, a nossa foto no porto retrato (aquelas com as franjas de infância), uns puxões de orelha, um bolo feito, uma bergamota no pé, uns gritos altos, uns choros de riso. Lá naquela casa tem sempre tudo que precisamos, tudo que queremos, onde nos encontramos, é a casa, a casa da mãe da gente, acho que essa casa é o coração da nossa mãe, e da gente (minhas irmãs Carolina e Fernanda).

domingo, 12 de maio de 2013

Descobri, a puro penar, que não somos importantes, digo, verdadeiramente importantes para ninguém, qualquer um toca a vida sem você, basta um tempo de silêncio que os telefones não tocam, os emails não vem, a pergunta sobre como você está não rola. Não somos imprescindíveis, não somos especiais, não somos únicos, não somos amados como queríamos, quiçá amados, somos sós, somos matéria, somos frágeis e ninguém tem tempo para se preocupar com isso. 

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Desabafo!


"Não pense, trabalhe! Não reclame, oprima-se! Não chore, é fraqueza! Não goze, é luxúria! Não estude, cansa! Não questione, compre! Não durma, perde-se  tempo! Não revolte-se, precisamos de ordem! Não converse, não há tempo a perder! Não ame, enrijeça-se! Não perdoe, pise! Não peça, orgulhe-se! Sinceridade? Loucura! Não canse, acorde! Não descanse, produtividade! Não mude, desista! Não saboreie, engula! Não viva, morra! Consuma-se, destrua-se, deprecie-se, robotize-se e não nos perturbe!"

segunda-feira, 6 de maio de 2013

O que odeio que está em alta.

Moda! Consumismo! Consumo! Enfim... não farei nenhum discurso, apenas apresentar o que está em alta, algumas pessoas usam e eu odeio! 

Simplesmente não gosto! Desproporcional. 
Pior ainda!


Ridículo! Do tipo: Sou colonizada e adoro!

 Casaco ou Poncho? Melhor nem saber!
 Tênis ou salto? Eu hein! Saúde pra quê? Cafona!

Sem comentários! Nem me pagando!
Se alguém gosta, paciência, eu odeio!

domingo, 28 de abril de 2013

Minha solidão parte I

O fim de um relacionamento, principalmente relacionamentos como o  meu, no qual admiramos profundamente e amamos muito a pessoa que estava ao nosso lado é realmente muito difícil de superar. Uma etapa cruel e profundamente dolorosa. Por mais que tentemos ficar bem, ver pessoas e fazer coisas, não dá, é forçoso, é inútil, aí cansamos de tentar e nos jogamos fracos e entregues nos braços da solidão, tanto resistimos, a solidão é fria, a solidão é séria, é verdadeira demais, é real demais, mas não tem como fugir, é nos braços dela que nos entregamos definitivamente. Sua acolhida é a mais diferente de todas, nem uma palavra de consolo, nenhum afago, nenhum afeto, nada, mas aí vamos descobrindo que é nesse breu que encontramos nossas forças, que apenas encarando a solidão, nos sentindo derrotados, despedaçados que a vida vai voltando lentamente e forte. Eis um pouco da minha solidão. 






sábado, 27 de abril de 2013

Elegância é pouco....

A mulher mais elegante que tenho conhecimento. O nome é lindo, a voz é maravilhosa, tudo nela é demais, e ainda elegante e belíssima. Françoise Hardy a grande diva, vence e tempo, tanto na idade quanto na contemporaneidade. Incrível!














sexta-feira, 26 de abril de 2013


Je T'aime Moi Non Plus 
Je t'aime je t'aime
Oh oui je t'aime
Moi non plus
Oh mon amour
Comme la vague irrésolue
Je vais, je vais et je viens
Entre tes reins
Je vais et je viens
Entre tes reins
Et je me retiens

Je t'aime je t'aime
Oh oui je t'aime
Moi non plus
Oh mon amour
Tu es la vague, moi l'île nue
Tu vas, tu vas et tu viens
Entre mes reins
Tu vas et tu viens
Entre mes reins
Et je te rejoins

Je t'aime je t'aime
Oh oui je t'aime
Moi non plus
Oh mon amour
Comme la vague irrésolue
Je vais, je vais et je viens
Entre tes reins
Je vais et je viens
Entre tes reins
Et je me retiens

Tu vas, tu vas et tu viens
Entre mes reins
Tu vas et tu viens
Entre mes reins
Et je te rejoins

Je t'aime je t'aime
Oh oui je t'aime
Moi non plus
Oh mon amour
L'amour physique est sans issue
Je vais je vais et je viens
Entre tes reins
Je vais et je viens
Je me retiens
Non! maintenant viens...

Bom demais! rsrsrsrs 



domingo, 14 de abril de 2013

sem ter para onde fugir

A Terra gira, o tempo passa e chega aquele momento que não há mais para onde fugir. A vida nos obrigou a ficar apenas conosco, sem ter para onde fugir, sem ter para onde correr, sem ter a quem recorrer. Percebe-se então que o maior medo até agora era esse, encarar-se, ter-se, aguentar-se, mergulhar-se, chocar-se e desnudar-se. Por que tanto medo de nós mesmos? De onde sai tanta dor sem nome, sem sobrenome, sem causa, sem razão, sem sentido algum? Tanta fuga achando que o que nos amedrontava era os outros, e quanta fragilidade ao perceber-se como o maior carrasco, o mais tirano e mais inocente. Não nos conhecemos, e apenas uma certeza, não tem como fugir, nem para onde ir, o encontro é sempre o mesmo. 

quarta-feira, 10 de abril de 2013

segunda-feira, 8 de abril de 2013


"Mudaram as estações, nada mudou
Mais eu sei que alguma coisa aconteceu,
Tá tudo assim, tão diferente.
Se lembra quando agente chegou um dia acreditar
Que tudo era pra sempre, sem saber,
Que o pra sempre, sempre acaba
Mais nada vai conseguir mudar o que ficou..."  

Legião Urbana. 
Assim me sinto hoje. 

domingo, 7 de abril de 2013

quarta-feira, 3 de abril de 2013

As vezes vejo por uma janela, depois através da outra, uma vez daquela, outra de outra, mais uma vez da primeira, mas nunca mais da mesma forma. 
Estou maluca ou quase todos e todas são machistas. Se não estou maluca ficarei, está bem difícil!

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Queria que tivesse sol hoje, que o telefone vibrasse, que minha música tocasse, 
Queria não ter coração, não ter emoção, não ter ilusão, 
Queria ter um sonho bom, ter um pouco de razão, 
Queria não conhecer minha fraqueza, e nem ter que superar tua tamanha franqueza. 
Queria que os espelhos sumissem, que a dor se esvaí-se. 

quinta-feira, 28 de março de 2013

Você foge, 
Você se preocupa, 
Tudo é na horizontal ou na vertical, as linhas não se cruzam jamais, 
Planejado, organizado, selecionado, inquestionável, 
Você se reprime, você se define, você se molda, você suporta e você transborda. 
E se pensarem? E se verem? E se perder o controle? 
Controle descontrolado, muitas vezes descompassado, 
Desse descontrole descompassado eu entro, eu sou, 
Mas se ajustarem novamente os ponteiros? 

domingo, 24 de março de 2013

Tattoo II

Mais uma etapa da tatuagem, não vejo a hora de ficar pronta, agora estou na fase de suportar as casquinhas e a vontade de enfiar as unhas rsrsrsrs....




sexta-feira, 22 de março de 2013

Sinto muito pelo cara que ontem no farol, desesperado, me pediu pelo menos dez centavos, 
Sinto muito pelos índios que hoje foram escorraçados do Museu do índio no RJ, 
Sinto muito pelo outro índio que hoje passou descalço por mim perguntando se eu queria comprar uma bala, 
Sinto muito por todos os jovens que tem tablets, mas não interpretam um texto, 
Sinto muito pela mãe que amamentava na esquina sentada no chão, 
Sinto muito pelo cara que no banco bebia e conversava sozinho, 
Sinto muito pelas pessoas que voltaram do trabalho esmagadas, de pé e cansadas no ônibus, e pagaram mais de três reais pela passagem, 
Sinto muito pelas árvores que derrubaram no Gasômetro, e que nem a dois meses tirei uma foto, 
Sinto muito por mim, por ti e por todos nós, 
mas sentir não muda nada, e eu sinto muito por isso também.

segunda-feira, 18 de março de 2013

Só restou o silêncio, um silêncio com cor de silêncio, um silêncio com perfume de silêncio, com dor de silêncio e tudo silenciou...  


quinta-feira, 14 de março de 2013

Se não tem sentindo, é porque faz todo o sentido...
passa... 
passa logo... 
passa e não volta...
passa, passageiro, passaredo... 
voa para longe, 
voa além...

terça-feira, 12 de março de 2013

"O pior dos problemas da gente é que ninguém tem nada com isso."
Mário Quintana

Grande verdade!

segunda-feira, 11 de março de 2013

devaneio da metade

Tem pessoas que vivem as meias, não entregam-se nunca, controlar é o seu destino, não choram, não fecham os olhos para beijar, não entregam-se jamais, são ponderadas, não gostam de perder o controle, previsão é seu destino. Precisam evitar o sofrimento, e não percebem que sofrem, pois não vivem, sofrem por medo de sofrer. Sofrem o não viver, o que não fizeram, o que não disseram, o que não concretizaram. 
Pessoas meias programam tudo, se der é assim, se não der é assado, elas não se desesperam, pois se der certo ou errado já era previsto mesmo. Não abraçam apertado demais, por medo de sentir o coração, não beijam longamente, tem medo de perder-se no beijo, e perder-se no tempo. 
Meias pessoas tem sempre meias horas, sempre um relógio a controlá-las, não perdem a noção do tempo jamais, mas esquecem das fases da lua, não percebem o calor do sol e nem o molhado da chuva. Meias pessoas, tem meias palavras, jamais as deixam fluir livremente, enganam-se no seu controle, mentem para si, afinal não querem se expor, nem sofrer. Mas como sofrem essas meias pessoas, essas pessoas meias! 

domingo, 10 de março de 2013

tattoo

Finalmente começa a sair a tattoo, atrasei para começar por uma série de fatores, insegurança, tempo, dúvida, dificuldade em encontrar o tatuador. Finalmente problemas resolvidos. Postarei a cada nova sessão os resultados. Estou amando, a criação é do Lucas Rodrigues, excelente artista e tatuador.