Retalhos e Devaneios

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quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Pobre carência.

Sentada no trem tentando ler pra passar rápido a viagem, de pé conversando, um homem falava alto, exaltado, não sei exatamente o que, contava um causo, então não pude mais evitar e ouvi a menina esquisita, desengonçada, com jeito estranho e quase tímido a seu lado:
- Pois é, eu também sou bem assim, igualzinha, não levo desaforo para casa, qualquer coisa entro na briga... nunca vi nesse mundo uma filha tão parecida com o pai quanto eu.
   Fiquei pensando: Até que ponto vai a carência?

Um comentário:

  1. Triste mas infelizmente, a maioria ao nosso redor acentua-nos a solidão.
    GK

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